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terça-feira, 29 de abril de 2014

Como Organizar uma Demonstração


Uma demonstração pode ser uma tática efetiva de ativismo caso seja bem organizada, tenha um bom número de participantes, tenha uma mensagem convincente e tenha uma cobertura midiática satisfatória.

Quando e onde fazer demonstrações
Certifique-se de que você tem um caso convincente de enviesamento midiático – acusações infundadas servem apenas para deslegitimizar a sua causa assim como futuras tentativas de reformas na mídia. Também se certifique que todas as outras alternativas se esgotaram ou seja ligações, cartas e reuniões [Leia Como se Comunicar com Jornalistas] não funcionaram. O melhor lugar para fazer a demonstração é em frente ao próprio veículo de comunicação. Escolha um dia que seja conveniente para maioria dos ativistas comparecer, e um horário em que a maior parte dos funcionários do veículo de comunicação possam observar a manifestação (por exemplo, de manhã no horário de entrada para o expediente, no horário do almoço, no horário de saída do trabalho).

Publicidade
Procure divulgar a sua demonstração com uma semana de antecedência no mínimo. Use flyers, fóruns, boletins, rádios e jornais locais para divulgar sua manifestação. Deixe outros grupos que defendem causas correlatas ou idênticas a par da manifestação. Inclua nos flyers um nome, um número e e-mail para informações sobre mudanças de última hora.

Faixas, cartazes e placas
Extraia a essência da sua causa e recomendações em poucas frases e slogans. Maioria dos transeuntes não tem tempo ou não estão propensos a conversar com os manifestantes, então é importante que seus cartazes chamem a atenção deles e transmitam a mensagem. Uma vez que você tenha chamado a atenção deles, despertado o interesse ou curiosidade, eles estarão mais receptivos a receber e ler os panfletos e outras informações.

Imprima panfletos e material informativo
Certifique-se de contactar a imprensa com antecedência para que sua manifestação seja noticiada. Prepare uma documentação detalhada do seu caso (por exemplo, cópia de artigos, cartas ao editor, e as respostas fornecidas pelo editor), junto com algumas recomendações (por exemplo, um pedido público de desculpas do diretor, uma representatividade maior das vozes destoantes do discurso esquerdista). Inclua também uma folha de rosto que resuma os pontos principais do seu protesto [Distribua a folha de rosto também em forma avulsa]. Lembre-se: Deixe o impresso com as informações essenciais [evite os exessos] e garanta que suas exigências estejam apoiadas em evidências sólidas. Distribua o material informativo aos transeuntes.

Slogans e palavras de ordem
Para chamar a atenção para a sua demonstração, você pode entoar slogans contagiantes. Evite soar agressivo – pense na impressão que você está deixando nos alvos da sua demonstração e nos transeuntes. Use a linguagem cotidiana para fazer suas críticas, isso possibilita que o maior número de pessoas possível concorde com você. Apresente-se como uma pessoa rázoavel e de princípios. Lembre-se que você luta contra a volta da censura e pelo fim do discurso único na mídia.

Outros detalhes
Você deve escolher os ativistas mais bem articulados do seu grupo, pode ser um ou dois, para servirem de portavozes quando a mídia procurar por entrevistas. Seja claro ao dizer do que se trata a sua mensagem principal e certifique-se de que todos que possam ser entrevistados sejam capazes de enfatizá-la. Se você planejou uma demostração de grandes proporções, é recomendado possuir um número maior de portavozes, carro de som e megafones, um palanque, um número maior de panfletos e materiais informativos impressos para distribuição, transporte para levar os manifestantes ao evento, etc.

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sábado, 26 de abril de 2014

Como se Comunicar com Jornalistas


Há milhares de desculpas para não escrever ou ligar para um veículo de comunicação quando você vê uma matéria injusta, tendenciosa ou imprecisa: “Eu não sei o suficiente”; “Eu estou muito ocupado”; “Meu computador pifou.”

Comunicar-se com jornalistas faz a diferença. Não precisa ser impecável; nem todas as cartas enviadas para jornalistas precisam ser publicadas. Até mesmo uma nota manuscrita de uma única sentença para um repórter pode ser útil. Se você estiver disposto a dedicar seu tempo para escrever uma carta bem fundamentada, envie cópias da carta para dois ou três lugares da mídia em questão – pode ser para o repórter, para o editor-chefe/diretor de redação, e para a seção de cartas do editorial.

Se o veículo de comunicação receber uma dúzia ou mais de cartas de pessoas levantando as mesmas questões, eles irão publicar uma ou duas dessas cartas recebidas. Assim, mesmo que sua carta não seja publicada, ela ajudará outra carta de conteúdo similar a ser publicada. Pesquisas feitas com leitores de jornais apontam que a seção de cartas está entre as partes mais lidas do jornal. A seção de cartas é a parte que os políticos usam como termômetro para medir a opinião pública.

Seja factual ao invés de retórico quando escrever para os jornalistas. Não use ataques pessoais; atacá-los pode ter o efeito contrário ao desejado. Aborde-os na linguagem que maioria dos jornalistas está apta a compreender: o chamado à responsabilidade, ao profissionalismo, ao equilíbrio e à inclusão de diversas fontes e pontos de vista.

Cartas destinadas à publicação devem ser elaboradas cuidadosamente. Aqui tem algumas dicas para se ter em mente.

Faça uma observação (ou duas no máximo) na sua carta, fax ou e-mail. Exponha sua questão de forma objetiva, logo na primeira sentença.

Torne sua carta oportuna. Se você não  se refere a um artigo em específico, a um editorial ou a alguma carta publicada no jornal para o qual você está escrevendo, procure relacionar a questão que você deseja abordar em sua carta com algum acontecimento recente.

Familiarize-se com a posição editorial e de cobertura do jornal ao qual você está escrevendo. Refute ou ratifique comentários específicos, aborde fatos relevantes que foram ignorados, e evite ataques generalizados à mídia como um todo ou ao jornal em particular.

Verifique as especificações para o envio de cartas para o jornal que você está escrevendo. Requerimentos de comprimento e formato variam de jornal para jornal – geralmente o ideal é cerca de dois parágrafos curtos. Você deve incluir seu nome, assinatura, endereço e telefone de contato.

Repare nas cartas publicadas no jornal que você lê. Há um certo padrão no tipo de cartas que usualmente são publicadas?

Sustente seus argumentos. Se o tópico que você aborda é polêmico, considere enviar as evidências documentais junto com a sua carta. Porém evite sobrecarregar os editores com informação em demasia.

Mantenha sua carta breve. Escreva sempre que for possível.

Forme um grupo de pessoas para escrever sempre que for possível. Isso mostrará que há outros indivíduos da região preocupados com a questão. Se sua carta não for publicada, talvez a de outra pessoa do grupo será.

Monitore o jornal para saber se sua carta foi publicada. Se sua carta não tiver sido publicada dentro de uma semana ou duas, ligue para o departamento editorial exigindo satisfação.

Escreva para seções diferentes do jornal quando for apropriado. Às vezes a questão que você quer abordar é relevante para outra seção do jornal (economia, cultura, lazer etc.)

Um número crescente de noticiários de rádio [AM e FM] também recebe e lê ao vivo as “cartas ao editor.” Lembre-se dessas mídias. Outra opção são os jornais de distribuição gratuita como o Destak, Metro, Jornal Tropical, Jornal Sampa, Jornal do Triângulo e etc.

Assine suas cartas como pessoa física ou como representante de uma causa específica.

Envie cópias de suas cartas (publicadas ou não) para grupos que defendem a mesma causa que você ou que defendam temas correlatos.

 

Como Escrever um Artigo


Artigos são mais longos que cartas ao editor, e há mais competição pelo espaço. Informe-se sobre os requerimentos de comprimento (geralmente de 600 a 800 palavras). Há seções nos jornais destinadas às várias opiniões, seja de colunistas, ensaístas, comentaristas ou mesmo de leitores. No Jornal do Brasil há a seção “Sociedade Aberta,” na Folha de São Paulo tem a seção “Têndencias/Debates” e etc.

Procure escrever sobre algum tema polêmico noticiado recentemente. Caso possua um título profissional que lhe confira autoridade para falar da questão, use-o. Se você trabalha para uma organização, peça permissão para assinar o artigo como representante daquela organização.

Sinta-se à vontade para enviar os artigos até mesmo para jornais de outras cidades e/ou estados, mas evite mandar os artigos para dois ou mais jornais de um mesmo estado e/ou cidade. Há jornais que não aceitam artigos que já foram oferecidos a outros concorrentes. Mas você pode enviar facilmente o mesmo artigo para cinco ou mais jornais diários de regiões diferentes — aumentando exponencialmente a chance de ter seu artigo publicado.

Assegure ao editor responsável na primeira página de sua carta que o artigo não foi enviado a nenhum outro jornal concorrente. Se, por outro lado, você enviou o artigo para um único jornal, avise-os de que o material que você está oferecendo é exclusivo.

Ao escrever artigos, fuja do exesso de retórica. Seja objetivo ao abordar o assunto. Você está tentando persuadir o leitor mediano. Se você se baseia em fatos difíceis de achar na mídia convencional, cite suas fontes (as de maior credibilidade de preferência).

Escolha um título chamativo. Se você não o fizer, o jornal o escolherá por você — podendo deixar de enfatizar a mensagem central. (Ainda que você mesmo tenha escolhido o título, não se surpreenda caso ele seja mudado ao ser publicado.)

Esteja preparado para resumir e reenviar o seu artigo como uma carta ao editor caso este não seja aceito. Uma alternativa é a seção “Painel do Leitor” na Folha de São Paulo e/ou  a seção “Fórum dos Leitores” no Estadão.

 

Como Marcar uma Reunião com o Departamento Editorial


Se a cobertura jornalística que você objeta é parte de um padrão sistemático de enviesamento, você deve dar um passo além da comunicação individual com o jornalista. O próximo passo é sempre uma tentativa de marcar uma reunião/encontro com a direção do veículo de comunicação.

Reúna evidências de viés
Faça um dossiê dos artigos ofensivos. Anote as matérias imprecisas, tendenciosas ou ofensivas na cobertura jornalística. Grave as perspectivas políticas presentes em talk shows e até mesmo em novelas. (Leia “Como Detectar Proselitismo nos Meios de Comunicação”)

Documente o padrão do viés
Esteja preparado para explicar como isso se trata de mau jornalismo (dá uma impressão falsa ou enganosa sobre a questão ou sociedade, não fornece uma gama equilibrada de fontes, etc.) Precisão e objetividade são da maior importância aqui.

Crie uma coalizão
Reúna pessoas que representem vários grupos da sua região, líderes de várias organizações e instituições ou coalizações que possam se comunicar com o eleitorado mais amplo possível. Você quer deixar a mídia a par do número de pessoas que você representa. Veículos de comunicação são empresas; e o número de consumidores que você representa é parte do seu poder. Esteja você exigindo que uma emissora de televisão exiba um programa em específico para gerar equilíbrio, ou exigindo que um jornal se livre da terminologia politicamente correta, o ponto crucial é demonstrar o apelo popular da sua reivindicação. Vale ressaltar aqui o caso do cineasta Daniel Moreno, autor do documentário Reparação, que ainda luta para conseguir um espaço nas telas para a exibição do seu filme que diverge da história oficial.[*]

Agende a reunião
Escreva para o veículo de comunicação local e peça uma reunião. Se a sua reclamação é sobre o noticiário, explique que você representa um amplo nicho de eleitores preocupados com a questão e que gostariam de um encontro com o editor/produtor/diretor do noticiário. Se você quer que um jornal siga uma determinada linha editorial para alguma questão, entre em contato com o conselho editorial. Após uma semana ou mais, aumente a possibilidade de sucesso de sua reivindicação com o envio de uma carta seguido por uma ligação telefônica. Continue ligando até ter sua reunião agendada. Geralmente alguém irá marcar uma reunião com você.

Planeje sua apresentação
Você provavelmente irá se organizar e elaborar estratégias antecipando a reunião para definir o que dizer, o que não dizer, quais estatísticas ou documentações fornecer, quem irá fornecê-las, etc. A primeira impressão é fundamental. O que você quer comunicar nos primeiros minutos?

Exponha a sua questão
Esteja com seus objetivos em mente antes de ir para a reunião. Seja educado e assertivo. Seja persistente e mantenha a calma. Atenha-se ao que pode provar. Conclua a reunião dando ênfase a pedidos específicos para a melhoria da cobertura jornalística feita pelo noticiário, a inclusão de pontos de vista que tem sido sistematicamente excluídos para proporcionar o equilíbrio, fornecendo contexto ou fatos para uma questão específica, mudanças na terminologia, etc.

Acompanhe
Envie uma carta descrevendo tudo o que foi acordado para todos os participantes da reunião. Se você ver uma boa cobertura jornalística que possa ser uma resposta aos seus anseios, entre prontamente em contato com o representante da mídia do mais alto escalão que esteve presente na reunião e elogie-o pelo esforço feito ao atender suas reivindicações. Se você continuar a ver matérias malfeitas, escreva ou ligue para contestar. A não ser que você deixe claro que está monitorando o noticiário constantemente, você será incapaz de influenciar a cobertura jornalística.

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domingo, 13 de abril de 2014

Como Detectar Proselitismo nos Meios de Comunicação


A Mídia tem um grande poder na definição de diretrizes culturais e na formação de discurso político. É essencial que os meios de comunicação, juntamente com outras instituições, sejam desafiados a serem justos e precisos. O primeiro passo para desafiar a cobertura de notícias tendenciosa é documentando o viés. Aqui estão algumas perguntas para se fazer sobre o jornal, TV e rádio de notícias:

Quais são as fontes?

Esteja atento para o posicionamento político das fontes usadas na matéria. A mídia “confia” excessivamente em fontes oficiais (governo, empresas e institutos de pesquisa). Por exemplo, quantos programas de televisão tem chamado frequentemente para entrevistas pessoas com perfil ideológico de esquerda? O interesse público e as vozes da direita estão insuficientemente representados. 

Para retratar as questões de forma justa e com precisão, a mídia deve alargar o seu espectro de fontes. Caso contrário, eles servem apenas como megafones para quem está no poder
  • Compare o número de fontes governamentais com o número de vozes da direita, interesse público, militares, monarquistas, ruralistas e liberais. Exija que os meios de comunicação expandam o leque de opções; melhor ainda, forneça a eles listas de conservadores, liberais e especialistas de politicas públicas de direita.

Há falta de diversidade?

Nos veículos de comunicação que você assiste há lésbicas e gays contra o “casamento” homossexual, há negros contra as cotas, há pobres a favor da meritocracia? Para as minorias que discordam da agenda politica de esquerda estarem bem representadas, os veículos de comunicação precisam ter membros destoantes do discurso único da esquerda em posições estratégicas.

Quantos especialistas citados pelos meios de comunicação são mulheres anti-feministas ou negros contra cotas? Quantas vozes destoantes pertencentes a grupos minoritários são entrevistadas?
  • Exija que a mídia que você acompanha assiduamente reflita essa diversidade ao público que ela atende. Escreva ou telefone para o veículo de comunicação toda vez que você ver apenas negros pró-cota, pró-ações afirmativas ou mulheres feministas no quadro de especialistas discutindo problemas que afetam tanto mulheres quanto negros.

De que ponto de vista as notícias são dadas?

A cobertura política muitas vezes foca em como a questão afeta políticos e empresários do que os grupos diretamente afetados por aquele problema. Por exemplo, muitas matérias de invasão de terras não abordam o sofrimento dos pequenos agricultores que foram expulsos, mortos ou agredidos em suas propriedades.
  • Exija que os afetados pelas políticas governamentais e ações de “movimentos sociais” subsidiados pelo governo tenham a palavra na cobertura da notícia.

Há dois pesos e duas medidas?

A mídia enquadra algumas pessoas em um padrão enquanto usa um padrão diferente para outros grupos? Traficantes que cometem crimes bárbaros são classificados como “vítimas da sociedade,” enquanto as vítimas de seus crimes são tratadas com descaso. Marginais são chamados sempre de “excluídos” enquanto a polícia é rotulada de “violenta” e “despreparada.” A mídia rotula de "trabalho escravo" filhos que ajudam seus pais no trabalho rural enquanto nega que os médicos cubanos sejam escravos.
  • Exponha os padrões duplos mostrando um exemplo paralelo ou citando casos parecidos que tiveram coberturas diferentes.

Os estereótipos distorcem a notícia?

Uma notícia sobre pedofilia fala exclusivamente de padres sem mencionar pedófilos de outras categorias profissionais, ou sem sequer mencionar que estes padres são homossexuais e que na verdade transaram com adolescentes? Uma reportagem sobre violência doméstica omite as agressões sofridas por homens e a ridicularização que eles sofrem quando prestam queixas? Reportagens que a vida do crime se dá pela falta de oportunidades e pobreza omite todas as outras pessoas pobres que tem um trabalho honesto? Reportagens que rotulam os integralistas de “fascistas” e/ou “nazistas” omitem que Plínio Salgado enviou mensagens de protesto a Hitler quando as perseguições a judeus na Alemanha se intensificaram?
  • Eduquem os jornalistas sobre os equívocos envolvidos nos estereótipos, e sobre como os estereótipos rotulam os indivíduos injustamente.

Quais são as premissas incontestadas?

Muitas vezes a mensagem mais importante da matéria não é evidenciada explicitamente. Por exemplo, em uma reportagem sobre crimes cometidos por um menor, os crimes anteriores dele são omitidos (pois com essa omissão fica mais fácil vendê-lo como “vítima da sociedade” e não como uma besta humana com um currículo de barbáries em suas costas). Também há o caso da invenção de crimes de homofobia que na verdade são crimes de gays contra gays. E há notícias a favor da legalização das drogas omitindo que o monopólio da venda e distribuição de drogas pertenceriam aos narco-terroristas das FARC que usariam esse dinheiro para financiar suas ações de terrorismo, o que seria muito pior que a atual guerra às drogas; e ainda há o fato da droga ilegal ser mais barata que a legalizada, o que gera a preferência pelo produto ilegal. Ou seja, mesmo liberando a droga, o problema continuaria. Notícias de greves por reivindicações de melhorias salariais omitem que a falta de concorrência não apenas entre empresas [devido ao alto índice de regulamentações e impostos] mas também o monopólio de representação sindical [um só sindicato profissional por base territorial] achatam ainda mais o salário dos trabalhadores. Notícias sobre o Mensalão questionam a legitimidade das leis aprovadas durante o esquema, como o Bolsa-Família por exemplo? Ou em quais leis houve compra de votos no esquema do Mensalão e se serão revogadas?

A linguagem é politicamente correta?

Quando a mídia adota a terminologia politicamente correta, ela molda a opinião pública. Por exemplo, atos de terrorismo e vandalismo são classificados como “manifestações pacíficas” que tiveram elementos infiltrados. O maior caso de corrupção já conhecido, o Mensalão, é chamado de “AP 470.” Ou quando o aborto é chamado de “interrupção da gravidez.”
  • Questione a premissa diretamente. Sempre trazendo premissas que demonstrem o absurdo propagado pela mídia esquerdista. Por exemplo, dificilmente um repórter diria com todas as letras que uma vítima mereceria ser assaltada porque estava “ostentando.”
  • Exponha como a linguagem politicamente correta fornece uma impressão errônea da questão, programa ou comunidade.

Há falta de contexto?

Reportagens sobre violência sempre falham em demonstrar como a falta de valores morais contribuem com a delinquência e/ou como o excesso de impostos e regulamentações inibem o empreendedorismo que poderia tirar muitas pessoas da miséria. Reportagens sobre a precariedade da saúde e fome nunca mencionam os impostos abusivos para os alimentos e remédios. No problema do ensino brasileiro nunca se menciona a carga marxista dos currículos onde se omite qualquer bibliografia diferente daquela determinada pelo Establishment esquerdista.
  • Providencie o contexto. Informe ao jornalista, ou escreva uma carta ao editor para que inclua a informação relevante.

Os títulos correspondem a matéria?

Geralmente os títulos não são escritos pelo repórter. Já que muitas pessoas apenas passam o olho nos títulos sem ler o resto, títulos tendenciosos tem um impacto significante. Um artigo no Estadão veio com o seguinte título: “Estoquista baleado durante protesto em São Paulo tem alta, diz Santa Casa.” A questão que fica é: o incidente envolvendo Fabrício Chaves e a PM ocorreu em razão de sua função como estoquista, ou de sua participação na rede de vândalos e terroristas no dia 25 de janeiro?[*]
  • Telefone ou escreva para o jornal e assinale a contradição.

Matérias sobre questões importantes tem destaque?

Olhe onde as matérias aparecem. Artigos de jornais nas seções mais amplamente lidas (capa e na seção editorial) e notícias principais na televisão e rádio terão grande influência na opinião pública.
  • Quando você vir uma história de políticos da situação e da base aliada em atividades que violem a constituição, ligue para o jornal e exija destaque. Deixe o jornal saber o quanto essa notícia é importante para você e peça que matérias importantes recebam destaque.


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