Por H. Michael Sweeney
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Quanto mais um partido político cometer as
ações descritas nas regras e se encaixar nas descrições, maior a probabilidade
de se tratar de um órgão de desinformação profissional investido de um propósito.
Pessoas podem ser subornadas, ameaçadas ou chantageadas para disseminar
desinformação, até mesmo os “mocinhos acima de qualquer suspeita” podem ser
usados em muitos casos.
Uma pessoa racional interessada em
descobrir a verdade irá avaliar o desenrolar dos fatos e concluir quais
conexões são sólidas e conclusivas, se uma ou mais são inconsistentes e
precisam de um tempo maior de investigação antes de se chegar a alguma
conclusão, ou se algumas conexões podem ser descartadas, geralmente invalidando
(mas não necessariamente, se uma ligação paralela já existe ou pode ser
descoberta, ou se alguma conexão em particular era meramente secundária, e não
principal por si só) o argumento. O jogo é composto pelo levantamento de
questões que podem fortalecer ou enfraquecer [preferencialmente ao ponto de
dissipar] as suspeitas. É da competência do desinformante interferir nessas análises…
no mínimo ao ponto de fazer o povão achar que as suspeitas são improváveis ou
descabidas quando na verdade não o são... ou propor soluções alternativas que
os distanciem da verdade. Simplesmente impedindo ou desacelerando o processo
através de táticas de desinformação, o gosto da vitória é assegurado pelo
aumento da apatia que se alastra com o tempo e a retórica.
Pareceria verdade se em quase todo o caso onde alguém fosse incapaz de
impedir a verdade de vir à tona para determinado desfecho, a verdade prevalecesse.
Se a investigação é interrompida uma nova evidência será forjada, ou um
novo encadeamento de fatos fabricado, ou a investigação é invalidada e uma nova
será feita... Mas a verdade continuará a prevalecer. Não há vergonha em ser
o criador ou colaborador de uma solução, elucidação ou investigação fracassada,
caso a tenha conduzido com honestidade em busca da verdade. Essa é a abordagem
racional. Embora seja compreensível que uma pessoa possa vir a ter um
envolvimento emocional com um aspecto de uma dada questão, pouco importa quem
vença desde que a verdade prevaleça. Mas o desinformante irá procurar punir ou
arrancar reações emocionais de qualquer erro (reais ou mesmo falsos) e procurará por meio de intimidação impedir qualquer possibilidade de debate.
Os desinformantes e os mandantes atrás dos bastidores (aqueles que
seriam prejudicados com a resolução do crime) estão a impedir uma investigação
racional e completa de qualquer encadeamento de fatos que os comprometam. Já
que raramente a verdades e os fatos caem por si só, estes devem se destacar das
mentiras e fraudes. Aqueles que são profissionais na arte da mentira e do
engano, como agências de inteligência [no estilo do FSB da Rússia ou do DGI
cubano] e os criminosos de carreira (sendo sempre as mesmas pessoas ou no
mínimo trabalhando em conjunto), tendem a aplicar ferramentas bem definidas e
observáveis nesse procedimento. No entanto o populacho em sua grande parte não
está preparado adequadamente para lidar com tais artimanhas, e é freqüentemente
ludibriado por estas táticas já testadas e comprovadas. Notavelmente, nem mesmo
os meios de comunicação, policiais e o judiciário recebem qualquer tipo de treinamento
para lidar com essas técnicas. Na maioria das vezes, apenas os praticantes da
desinformação entendem as regras do jogo.
E tem mais, especialmente no que diz respeito
a fóruns públicos, cartas-ao-editor, chats de internet e grupos de discussão, o
papel desempenhado pelo desinformante é crucial. Nesses fóruns, os comentários
iniciais da discussão geralmente consistem em tentativas de [um comentarista
comum] convencer outro indivíduo a adotar a mesma opinião, idéia, ou solução ou
a se posicionar de certa forma perante uma questão – a qual está em estágio de desenvolvimento na
ocasião. As pessoas costumam a usar tais meios para saber se suas opiniões
encontram eco e na esperança de disseminá-las para influenciar a opinião
alheia. Sempre que tais idéias são desfavoráveis ao governo ou poderosos,
grupos escusos (especialmente se sua criminalidade é o tópico), o desinformante
tem ainda outro papel – o papel de cortar o mal pela raiz. Ele também procura apresentar o conceito, o comentarista, e alguns apoiadores como algo/alguém de credibilidade
excessivamente duvidosa tanto hoje quanto em um futuro hipotético [onde tais
confrontos em fóruns públicos resultam em suas conquistas prévias]. Você poderá
flagrar um desinformante em ação por uma única aplicação de “padrões mais elevados”
de discussão do que o tópico debatido exige. Eles vão reivindicar que os foristas/comentarisas/adversários
argumentem ou expliquem o conceito que apresentam com o mesmo nível de
experiência e desenvoltura de um professor, pesquisador ou escritor
investigativo. Qualquer coisa abaixo deste nível torna a discussão sem sentido
e improdutiva em sua opinião, e qualquer um que discorde é obviamente estúpido – e eles geralmente contestam usando esses exatos termos.
Então, enquanto você lê tais discussões, principalmente em grupos de discussão
na internet (GD), decida por si mesmo quando um argumento racional está sendo
aplicado e quando desinformação, operações psicológicas (operações de guerra
psicológica) ou trapaça são a ferramenta. Acuse os culpados [pelo uso de táticas
reprováveis] livremente. Eles (tanto aqueles procurando deliberadamente lhe
enganar, e aqueles que são simplesmente pensadores ingênuos ou medíocres)
geralmente fogem em disparada quando são desmascarados, ou – colocando em
outros termos, ou tomam vergonha na cara ou calam-se (um resultado perfeitamente aceitável de qualquer forma, dado que a verdade é o objetivo).
Aqui estão os vinte e cinco métodos e oito características, algumas das quais
não se aplicam diretamente a grupos de
discussão da internet. Cada um contém um exemplo simples na forma original
(alguns parafraseados para simplificar) provenientes de GD sobre acontecimentos
históricos vulgarmente conhecidos, e uma resposta adequada.
Acusações devem ser usadas moderadamente – reserve-as para caluniadores repetitivos e aqueles que usam múltiplas
táticas. Ao respondê-los fique atento as armadilhas emocionais ou distrações
[assuntos periféricos ao tópico em questão], a não ser que haja o receio de alguns observadores serem facilmente dissuadidos pela fraude. Considere
citar a regra por completo ao invés de simplesmente citá-la, pois os outros
podem não ter referência do que está sendo dito. Ofereça-se para fornecer uma
cópia completa do conjunto de regras caso necessário.
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